sábado, 8 de janeiro de 2011

[Arquivo] Jayson Sherlock



Jayson Sherlock
tem uma experiência incrível em fazer parte da História, no que diz respeito ao heavy metal e , mais especificamente, o metal cristão. Um dos mais criativos e amados bateristas da cena (ficando atrás apenas de Ted Kirkpatrick), Jayson começou a carreira profissional na banda de heavy metal 80's Lightforce, ao lado de seus futuros companheiros do Mortification, Steve Rowe e Cameron Hall. Gravou 2 álbuns pelo Lightforce. Após a saída do vocalista Steve Johnson; então Jayson, Steve e Cameron decidiram mudar o nome da banda e ousar algo mais brutal no som. Nasceu ai o Mortification, conhecida como uma das pioneiras do metal extremo (death, thrash metal) na cena cristã. Com os álbuns "Break the Course", "Mortification" e "Scrolls of Megilloth", eles mudaram a cara do metal cristão e atingiram tanto headbangers seculares quanto "crentes" tradicionalistas (tapados!). Como se não fosse o bastante, Jayson fez parte da história mais uma vez, ao ousar ainda mais. Após sua saída do Mortification, ele gravou sozinho (todos os instrumentos e vocal), mixou, prensou e lançou a banda Horde com o álbum "Hellig Usvart", criando ali o chamado "unblack metal" (black metal cristão). Usando o pseudônimo "Anonymous" e escondendo-se em fotos com um capuz enorme na cabeça, apenas anos mais tarde, o mundo saberia quem havia sido o idealizador daquela idéia insana!

"Hellig Usvart" é inovador, é revolucionário, é polêmico, é amado, é odiado, mas é sobretudo um marco na história da música cristã e, por que não, um soco bem dado no meio do estômago de trOOs e do próprio Satã!



Com letras bombásticas contendo o mais sincero, cru e direto cristianismo, Jayson falou o que tinha de falar, doa a quem doesse (e doeu né, Lúcifer?). Como o próprio dizia, Horde era um projeto ousado que tinha como único objetivo evangelizar. Tá ai um cara de atitude que não tem medo de se assumir servo de Cristo, dando a cara a tapa e sendo um verdadeiro guerreiro em nossa luta contra as trevas.

A capa por si só já apavora, com uma atmosfera totalmente sombria que te dá a sensação de ser um prenúncio do filme "A Bruxa de Blair".

O título do CD, "Hellig Usvart" é norueguês (conforme a influência de Jayson, ao compor esse álbum nos mesmos moldes do velho black metal norueguês 80's), e, em sua tradução em inglês, quer dizer "Holy Unblack", que acabou sendo muito usado por bandas cristãs de metal extremo para se rotularem.

Como dito antes, as letras são o forte desse CD. Totalmente inspiradas e fortíssimas, escritas e proclamadas com ousadia e determinação. É só ouvir e ler a tradução das faixas "Invert the Inverted Cross" (Inverta a Cruz Invertida), "Blasphemous Abomination Of The Satanic Pentagram" (Abominação e Blasfêmia do Pentagrama Satânico) e "Week, Feeble And Dying Antichrist" (Débil, Fraco, Morrendo Anti-cristo) pra sacar o nível de autoridade desse cara!

Invert The Inverted Cross
"A cruz de cristo
Virada para baixo
Símbolo de sua suposta derrota
Aqueles na escuridão
Se regozijam nisso
Mas a verdade é revelada para os escolhidos
Cristo arrombou os portais do inferno
Para tomar as chaves dele
Agora as chaves da morte e do hades
Pertencem ao único que é eterno
O inferno espera as forças demoníacas
Que procuram perverter a cruz
Queimando a destruição com fogo infernal
É o lugar de sua última batalha
Então
O que resta a ser dito
Inverta a cruz invertida
A inversão não é nada mais que uma mentira para cima ela deve estar
Não mais uma inversão
Mas um símbolo da vitória suprema"

Musicalmente falando, as músicas também não ficam pra trás. O que mais chama a atenção é o som cru e totalmente nervoso imposto no som, remetendo às origens musicais do black metal, diferente de hoje, onde muitas bandas utilizam mais harmonias, vocais femininos e efeitos sintetizados em suas músicas (absolutamente nada contra!). O som também não se deixa repetir. Jayson sabe fazer bons riffs na guitarra, sabe equilibrar o baixo e faz guturais tão extremos e vociferais, que parecem gritos cavernosos vindos de uma gruta escura e antiga, chegando a ser ininteligíveis. Mas é na bateria que ele se sobrepõe. Afinal, o estilo de tocar bateria dele é inconfundível!

Gravado pela Rowe Productions (a produtora de Steve Rowe), o álbum contém 12 faixas de tudo isso que eu descrevi acima para vocês. Quem curte unblack metal e metal em geral, tem que ouvir esse álbum e tirar suas próprias conclusões, pois trata-se de um material divisor de águas, o início de um sub-gênero, a revolução do metal na música cristã. Uma jóia que merece ser ouvida muitas vezes! [PS: só cuidem pra não balançar demais a cabeça!]

Uma coisa é certa: depois deste CD, o diabo nunca mais dormiu em paz!


Hellig Usvart (1995)
Faixas:
01. A Church Bell Tolls Amidst The Frozen Nordic Winds
02. Blasphemous Abomination of the Satanic Pentagram
03. Behold, The Rising of the Scarlet Moon
04. Thine Hour Hast Come
05. Release and Clothe the Virgin Sacrifice
06. Drink From the Chalice of Blood
07. Silence the Blasphemous Chanting
08. Invert the Inverted Cross
09. An Abandoned Grave Bathes Softly in the Falling Moonlight
10. Crush the Bloodied Horns of the Goat
11.Weak, Feeble, Dying Antichrist


3 comentários:

nacao_black disse...

exelente cd

Yoshi disse...

Horde é mto loko cara...
mesmo sendo "extremo" tem unção
http://yoshigarage.blogspot.com/

Heder disse...

Pôxa, mas falar do Jayson sem falar do Paramaecium?