segunda-feira, 23 de agosto de 2010

[Review] Mortification - Scrolls of Megilloth


E como as coisas de Deus não são limitadas, o Metal Cristão também não o é. Se lá pelos anos 80 a comunidade cristã começava a diminuir os ataques ao gênero, inclusive com igrejas (caso do Pastor Bob que abrigaram bandas de White Metal), Steve Rowe chegou para causar, mostrando que o metal tem várias vertentes, e que o White Metal nada mais é do que um conjunto de todos esses subgêneros. Ao lado de Cameron Hall (guitarra) e Jayson Sherlock, seus parceiros da Lightforce, Steve formou a banda, em 1990, o Mortification e inseriu também o death/thrash metal na área evangélica, sendo um dos pioneiros no metal cristão extremo. E com Michael Carlisle assumindo a guitarra no lugar de Cameron, em 1992, lançaram o terceiro álbum, "Scrolls of Megilloth". Considerado um clássico. Vejamos por que:

"Nocturnal" possui 6min08s de duração e abre o álbum com uma introdução, como eu poderia descrever...iih, essa é difícil. Sinistro seria a palavra adequada. Sons noturnos (como o próprio título já diz), como uivo de um lobo, sapos, grilos, bem o clima da noite. Até que a batera anuncia que vem algo por aí. E a guitarra entra com tudo, provocando um som poderoso. Uma ótima abertura, acompanhada do vocal potente de Rowe. Aliás, esse vocal é influência pra qualquer banda de death metal!
E o show noturno dá seguimento com "Terminate Damnation". Um vocal cru de Steve, num som totalmente poderoso. Mas aí você pode me questionar. Afinal, o que isso tem de cristão. E eu respondo: Pesquise as traduções das letras e você verá que não precisa cantar axé e fazer 'propaganda de crente' no Raul Gil pra ser um cristão verdadeiro!
"Eternal Lamentation" deixa pra lá aquele clima da noite e faz apenas o som pesado, extremo. Pra bater cabeça mesmo!
"Raise the Chalise" não deixa a peteca cair, mas também não tem o brilho das faixas anteriores.
"Lymphosarcoma", pra mim, se destaca pelas quebradas na bateria, aquele riff underground na guitarra. Claro, o vocal de Steve é um show à parte. Mas novamente não é como as três faixas iniciais.
Beleza, encurtando os comentários sobre os três faixas anteriores, enfim cheguei onde eu queria chegar. Quer um hino para o metal extremo? Sirva-se. "Scrolls of the Megilloth" tem todo um feeling incorpado. Guitarras distorcidas. Bateria destruidora, com pedais duplos (juro, as vezes parecem triplos!). O contra-baixo também está lá. E Steve. O mestre Steve Rowe. Influência para mim através de seus testemunhos. Essa música tem toda a pegada digna do mais alto escalão do metal extreme. Isso é metal! Porrada no estômago de Satanás! Mosh na veia! Um verdaeiro clássico!
"Death Requiem". O contra-baixo mal aparece nas bandas. Mas quando aparece geralmente faz um som legal. E no Mortification não é diferente. Aqui, Steve conduz o fio. Death underground de primeira.
"Necromanicide". Aquela sensação fria, o som noturno está de volta. Mas por pouco tempo. Porque Carlisle tem uma guitarra louca nas mãos e Steve um vocal que ressussita até morto (ok, brincadera!).
"Inflamed". Gostei do início dela com a guitarra, acompanhada do bumbo de fundo. Sabe aquelas músicas que a galera faz Mosh e tem neguinho perdendo a cabeça aqui e acolá? Pois é...
"Ancient Prophecy". Não, não é aquela banda gótica cristã. É, parecida (no nome), mas também não é aquela música do Slechtvalk. O Mortification conclui esse álbum com um épico de 11m42s. Tem um instrumental muito bom!

Sem mais delongas...

NOTA 9,5 -- [merecido]

1 comentários:

Schmidt disse...

Este álbum, Scrolls of the Megilloth, é o melhor trabalho do Mortification, e um dos melhores de trash metal de todos os tempos, sem exceções e sem qualquer rótulo ou preconceito.
Som extremo, pesado e bem trabalhado. É daqueles que se escuta do começo ao fim sem pular uma faixa sequer, uma produção espetacular que ainda hoje é referência para quem curte o verdadeiro Trash Metal.
Mais do que essencial, atemporal e único!!

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